A avaliação é que, na ausência de Lula, Flávio Bolsonaro passaria a concentrar os ataques dos demais concorrentes ao Palácio do Planalto, tornando-se o principal alvo dos adversários durante os confrontos televisivos.
Esse cenário levou a uma mudança na estratégia inicialmente considerada pelo senador, que era a de comparecer ao maior número possível de debates.
Nos bastidores, o entendimento é que a participação de Lula altera a dinâmica dos debates, distribuindo a atenção entre os principais nomes da disputa.
O cálculo político passou a ganhar força após o aumento das críticas dirigidas ao pré-candidato do PL por outros presidenciáveis ao longo das últimas semanas.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, Lula tem sinalizado que pretende participar de um número reduzido de debates na televisão, priorizando apenas alguns encontros, entre eles o promovido pela TV Globo.
A tendência é que o presidente concentre sua agenda em entrevistas e sabatinas com jornalistas durante a campanha eleitoral.
Com isso, a definição sobre a presença de Flávio Bolsonaro nos debates deverá acompanhar a confirmação da participação do presidente nos eventos organizados pelas emissoras.
A estratégia faz parte da preparação das campanhas para o período oficial da disputa eleitoral, quando os debates costumam ocupar espaço central na agenda dos candidatos.
Diário do Poder

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